Confusão e Incompreensão - Um conto de ficção cristã
Confusão
e Incompreensão é um conto de ficção cristã sobre confiarmos em Deus
sem, muitas vezes, entender. Nele, palavras, aparentemente sem sentido, levam a
um destino da compreensão dos planos divinos, às vezes, o entendimento de algo
vem depois que tomamos o passo da fé, assim, vemos a diferença entre Confusão
e Incompreensão.
Confusão
e Incompreensão
Quero
dizer que estou escrevendo este conto à mão, pelo menos o primeiro rascunho.
Não sei se isso é importante para o conteúdo, mas pela ideia. Estou correndo o
risco de ser paradoxal, se bem que penso que isso não seja tão mal nesta folha.
Estou na quarta linha e já prevejo a dor no pulso, terei que me adaptar ao
método, devo estar colocando muita força. Sim, sei que estou divagando, mas faz
parte da premissa que a seguir revelarei. Há uma sugestão no título. Voltando
ao paradoxo, a ideia de não ideias, a mensagem de não mensagem! Consigo
expressar uma mensagem apenas escrevendo o que me vem à mente? Ou será muito
confuso? Esse é o meu receio. Não temo que seja incompreensível, muito pelo
contrário, esse é o foco da presente escrita. O que não quero é que seja
confuso, isso não quero.
Estou ouvindo uma
música sobre Deus ser “demais”, que se mistura com o som do ambiente, a máquina
de ar-condicionado e dos “beeps” da rua. Será que apontam para Deus de
alguma forma? A música mudou, mosaico. Eu disse que escrevo o que vem à mente
para compor uma mensagem sobre a diferença entre confusão e incompreensão, mas
quero confessar que escreverei palavras — redundante? Não, há números e outras
coisas — pensadas há tempos e há sonhos.
Antecipo que este corpo literário será,
de fato, um tanto quanto incompreensível, mas ao final, deve ser passível de
explicação e didático. Deus é imparável. Ainda terei que digitar esse rascunho — no momento em que você lê não é
mais um rascunho — e poderei ver quantas palavras escrevi, há maior controle
lá. Falando nisso, em relação a essa experiência, está fluindo melhor por conta
da ideia textual ou do grafite no papel? Há bondade na ponta do lápis em uma
folha branca, volte um pouco e veja. Sem explicações. Muita repetição. Estalos,
entenda. Sede, compreenda. Ah! Como eu preciso de você. Falar no papel também
seca os lábios. Vou até o limite de tempo estipulado, por hoje.
Devo me
concentrar, vá embora confusão. Convido-te a entrar, incompreensão. Quando serei
mais direto? Saberão, será muito perceptível, e claro, serei direto, uma
mudança drástica. Esse conto não é sobre temporalidade. Aliás, isso é um conto?
Introduzir nesta narrativa um personagem deve garantir o rótulo. Se bem que
deve ser uma questão numérica. Trema. O homem, que pode ser quem vos fala, ou
não, vê o céu vermelho e o resto são sombras, silhuetas. Você sabe se ele vê o
mundo através de sangue ou através de uma bolinha de gude? Um crime ou
brincadeira. Subir montanhas ou descê-las? Cortar árvores ou plantá-las e
colher seus frutos? Observar os raios ou ser observado por eles? Deixe chover.
Começo a ter clareza. Qual a diferença entre confusão e incompreensão? De uma,
Deus se afasta, com a outra, cobre-se, até que não, não por inteiro. Até que o
véu se rasga.
Já sei, confusão é não saber o caminho, é não saber para onde ir,
é paralisia. Incompreensão é seguir o caminho sem entender, é confiar naquele
que deu a ordem. A incompreensão da ação se fundamenta na compreensão do
propósito, da promessa, da intenção, do Amor.
“A glória de Deus é ocultar
certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis.” (Provérbios 25:2)
“Esse mistério não foi
dado a conhecer aos homens doutras gerações, mas agora foi revelado pelo
Espírito aos santos apóstolos e profetas de Deus.” (Efésios 3:5)
“Pai, chegou a hora. Revela
a glória do teu Filho para que ele te possa dar também glória a ti.” (João 17:1a)
Confusão é estar diante de dez caminhos, sem
saber qual escolher, ou seja, caminho nenhum. Incompreensão é estar diante de
apenas um, sem ver o destino, mas saber que ele é bom, é a única opção. Ou é o
Caminho, ou é definhar. Depois da incompreensão vem a compreensão, no destino.
Deus não é Deus de confusão, às vezes, de incompreensão, sempre pessoal. É como
escrever à mão.

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