Dia de Santidade - Um conto de ficção cristã
Dia de Santidade é um conto de ficção cristã sobre o viver pelo legalismo, utilizando como exemplo, a guarda do sábado. Nele, Pietro passa por um acidente e descobre sobre sua motivação para seguir a lei, será que ele encontrará novo significado ao seu Dia de Santidade?
No sábado, Pietro
levantou-se e seguiu seus afazeres do dia de descanso. Fez tudo conforme a lei
e seguiu os mandamentos de Deus. Porém, recebeu uma ligação do seu patrão:
— Oi, Pietro, desculpa te ligar
agora, mas o Rodrigo não tá bem, você pode cobrir ele? A gente tá precisando de
um motorista.
—
Não tem como eu ir hoje, chefe. Não posso trabalhar no sábado.
— Como assim? Tem algum compromisso?
— Minha religião não permite.
— Do que você está falando?
— Eu guardo o sábado.
— Já entendi, não sabia que você era
religioso. Está bem. Mas você fica me devendo uma.
O
chefe de Pietro não sabia que esse botão de religiosidade era desligado assim
que o sábado acabava. Naquele mesmo dia, Pietro caiu da escada e sofreu um
acidente grave. Ele acordou depois de vários dias, parecendo que nada havia
acontecido. Ele estava tão bem que o liberaram para ir para casa, porém, teria
que retornar em breve para acompanhamento. Chegando na garagem do seu prédio,
seu vizinho, sem saber o que havia acontecido, pediu para Pietro ajudá-lo a
trocar um pneu. Pietro respondeu:
—
Não posso, hoje é sábado.
No
dia seguinte, seu chefe ligou para saber se ele estava bem, e como parecia
recuperado, perguntou quando ele iria voltar para o trabalho. Pietro respondeu:
—
Na segunda.
No
próximo dia, Pietro não cozinhou e não comeu muita coisa. No quarto dia recebeu
uma visita, era seu chefe:
—
Vim ver como você está.
—
Estou bem, não precisava vir.
—
Você não parece muito bem.
—
É que eu esqueci de preparar minha comida para hoje.
—
E por que não prepara agora?
—
Não posso, é sábado.
—
Hoje é quarta.
Descobriram
que Pietro havia sofrido um dano na parte da memória de seu cérebro. Ele sofreu
o acidente no sábado e, sempre que acordava pela manhã, achava que era sábado. E
agora? Tentavam explicar para ele, mas ele não acreditava, além disso, no dia
seguinte sua memória resetava. Ele não conseguia fazer mais nada de produtivo.
E seguia a lei à risca, era um dia totalmente dedicado. Era sábado todo dia. O
sábado havia o dominado. Porém, depois de algumas semanas, ele recuperou a
memória, inclusive de todo o tempo que havia passado enquanto estava com a
memória afetada. Essa experiência levou Pietro a refletir. “Não fiz nada de
produtivo, não ajudei ninguém e não produzi nada durante esses intermináveis
sábados, que horrível que é ser controlado por esse dia e por essa lei. Até meu
trabalho, que é coletar o lixo das pessoas eu deixava de fazer, eu deixava de
fazer algo bom. Mas imagina se tivesse sido o oposto, se minha semana não
tivesse mais o sábado, eu nunca mais teria dedicado um dia a Deus. Eu reconheço
que quando não era sábado, eu esquecia de Deus. Acho que entendi, não por
legalismo, mas por honra, posso decidir. Nenhum dia é dia de deixar de fazer o
bem, todo dia é dia de encontrar o Senhor, todo dia é dia de santidade."

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