A Lua Está Perto - Um conto de ficção cristã
A Lua Está Perto é um conto de ficção cristã sobre nossa proximidade com Deus e com nossa família. Nele, um membro de uma família se depara com as questões: "O que Deus faria para nos atrair a Ele? O que Ele faria para unir a família?” Ele encontrará a resposta ao olhar para o céu e ver que A Lua Está Perto.
A Lua Está Perto
A mãe estava
com suas roupas de corrida, daquelas que se usa no inverno, com uma faixa rosa
em sua testa. Ela havia acabado seu exercício pela manhã e agora estava sentada
no banco do parque, recuperando o fôlego. Parecia que estava sozinha, mas ao
olhar a natureza ao seu redor, lembrou-se de que estava na companhia do
Criador. Sorriu. Ela sentia saudade dos filhos, que moravam na mesma cidade,
porém, não se viam mais com tanta frequência.
O pai
estava no café da manhã, espetando seu garfo nos pedaços de melão. As cadeiras
ao seu redor estavam vazias, assim, sua companhia era a voz do jornalista na
televisão. Era muito bem-informado sobre as atualidades e gostava de desfrutar
com calma as manhãs de sábado, pois não tinha nenhum plano para se preocupar
naquele dia. Ele não morava na mesma cidade que seus filhos, então via eles com
menos frequência.
A filha mais velha estava em frente ao
computador, com sua grande garrafa de café na mão. Enquanto bebia, não tirava
os olhos da tela, trabalho estava corrido nos últimos meses, e todo seu esforço
não passou despercebido. Ela estava ganhando mais dinheiro e perdendo horários
livres. Fazia tempo que não falava com sua família, já que as responsabilidades
da vida estavam deixando todos ocupados.
O caçula estava dormindo, e como gostava
de dormir. Aquela cama desarrumada estava um verdadeiro conforto e poder
aproveitá-la nos dias em que não acordava cedo era um presente que se dava.
Acordava sem nenhuma pressa, pois tinha planos apenas para mais tarde.
O do meio lia um clássico. Não muito mais do
que isso, apenas lia, sem se importar com o resto do mundo. O passar do tempo
fez com que ele não pensasse muito mais na reunião de sua família. Às vezes ele
pensava que já havia passado muito tempo, em outros, que Deus pode tudo. Ao ler
o livro, uma frase, que era uma pergunta, fez ele refletir sobre esse assunto
de forma positiva. “O que Deus faria para nos atrair a Ele? O que Ele faria
para unir a família?” Porém, mais tarde naquele dia, quase todas as esperanças
para a vida terrena se desmanchariam.
Era algo que já vinha acontecendo
há poucos dias, mas que apenas se tornou perceptível, ou até mesmo apontado,
recentemente. O jornal, agora da noite, relatava sobre o aparente aumento de
tamanho da lua, o que, na verdade, era sua aproximação da Terra. Os dias
passaram e o monitoramento era desesperador, em pouco tempo a lua colidiria com
o planeta.
As ruas viraram uma loucura, a
iminente destruição dos seres humanos transformou tudo em um caos, um caos
maior ainda, quero dizer. O tempo era curto. Isso começou a causar uma
transformação na família mencionada, a vontade de se aproximar de Deus, o Pai,
o Filho e o Espírito Santo, começou a aumentar, junto a esperança de conhecê-Lo
em breve.
O único remorso que restava neles
era um “pena que nossa família se separou nos últimos tempos. Devíamos ter
aproveitado melhor, mas pelo menos iremos nos encontrar lá em cima.” Uns
pensavam assim, arrependiam-se do que não fizeram, outros do que fizeram e
outros apenas decidiram fazer o que nunca fariam e sempre quiseram fazer, o
quê, em muitos casos, era insano. A lua estava se aproximando, e se a lua fica
no céu e estamos mais perto dela, o céu também não está mais perto? Ou será que,
para alguns, está mais longe?
O aparente crescimento da lua
aumentava junto ao medo de alguns e a paz de outros, o que diferencia essas
pessoas?
No dia do fim, a mãe e os três
filhos se reuniram na casa em que as crianças cresceram. “A Lua está bem
perto”, pensou a filha mais velha, contemplando o céu. Naquela madrugada, a
momentos do fim, os quatro se abraçaram. Porém, o filho do meio olhava para a
porta de entrada e pensava: “só faltou uma pessoa.” No mesmo instante, a
maçaneta girou e a porta se abriu. Sem dizerem uma palavra, os cinco se
abraçaram, pai, mãe e filhos. Estavam abraçados em círculo, com as cabeças
baixas e os olhos fechados. Na realidade, eram seis ali, pois o Espírito Santo estava com eles. Após alguns minutos, percebendo que já havia
passado tempo o suficiente, o caçula se afastou para a janela da sala, pela
qual avistou a Lua diminuindo. A resposta para a pergunta do livro foi
respondida. Jogar a Lua contra a Terra.


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